As últimas composições de Beethoven; o romance O Leopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, e sua adaptação para o cinema por Luchino Visconti; as óperas "italianas" de Mozart; os poemas de Konstantinos Kaváfis; a "reinvenção" de Bach pelo pianista Glenn Gould. Com erudição e sensibilidade, Said passeia por essas e outras obras revelando traços em comum, a despeito de suas vertiginosas diferenças: em todas elas se manifesta o que o ensaísta define - a partir de conceito cunhado por Theodor Adorno - como "estilo tardio", uma relação problemática de seus criadores com a cultura de seu tempo e com sua própria tradição artística. São obras em geral contraditórias e cheias de nuances insuspeitadas, que revelam uma reação de seus autores contra a morte que os espreita e contra a domesticação de sua arte. Publicados postumamente, os ensaios deste livro estão entre os últimos textos escritos pelo pensador palestino-americano, quando já tinha consciência de que seu fim estava próximo. Neles se revelam em toda a plenitude as qualidades que fizeram de Said um dos maiores críticos de cultura da nossa época: a argúcia, a sensibilidade artística e a inquietação intelectual.
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| Autor | Edward W. Said |
| Editora | Companhia das Letras |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura com Sobrecapa |
| Páginas | 192 |
| Ano de edição | 2009 |
| Número de edição | 1 |

