Rejane é uma bailarina iniciante que, durante a apresentação, cai no palco. Na mesma hora, a já veterana Betinha se aproxima e usa o corpo para formar uma barreira e evitar que a plateia perceba o ocorrido. O espetáculo não para, não pode parar. Ao fim, surge a dúvida: o tombo foi acidente — obra do antigo prego em pleno palco que ninguém nunca consertou? Ou a história é mais macabra e alguém, talvez a própria Betinha, empurrou a jovem e promissora Rejane? Os boatos dão a entender que alguém tem culpa, mas ninguém tem certeza, ninguém sabe quem foi. É a partir desse simples acontecimento que se levantam as cortinas de Balé branco, uma obra de arte que traz à tona, apesar do título, o que de mais sombrio há no ser humano. O pior de seus personagens aflora a cada virar de página, a lama da alma surge entre as linhas, conforme o limite da humanidade é escancarado e ultrapassado. Carlos Heitor Cony constrói um romance misterioso, e por isso mesmo arrebatador, sobre a luta pela sobrevivência num corpo de balé cujos membros se mostram capazes de tudo. A narrativa é dividida em partes como uma composição musical — abertura, primeira variação, segunda variação e coda. Cada vez mais intensa ao se aproximar do ápice, a leitura nos enreda na dimensão humana de personagens que mostram suas fraquezas, que tombam e levantam a cada ato da vida.
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| Autor | Carlos Heitor Cony |
| Editora | Nova Fronteira |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 240 |
| Ano de edição | 2026 |
| Número de edição | 9 |
