Uma solidão ruidosa foi publicado pelo tcheco Bohumil Hrabal em plena vigência da repressiva União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, da qual fazia parte a antiga Tchecoslováquia. A história, vazada em uma espécie de prosa onírica, põe em cena um estranho personagem-narrador, chamado Hant''a, um homem de mente simples, mas que se põe a meditar com muito lirismo, melancolia e humor sobre os 35 anos que passou operando uma prensa hidráulica instalada em um sombrio porão no centro de Praga. Em meio a doses maciças de cerveja, Hant''a tem que compactar todo tipo de papel descartado, inclusive livros clássicos proscritos pelos poderes constituídos. Acontece que alguns desses livros são salvos da destruição e devorados pela mente perturbada de Hant''a, que, a certa altura, já não sabe mais dizer que ideias são suas e quais foram importadas dos livros que ele deveria destruir. Quando chega a hora de Hant''a ser substituído por trabalhadores mais jovens que irão operar uma máquina muito mais poderosa e produtiva, o velho operário se vê às voltas com um pesadelo recorrente envolvendo uma prensa gigantesca que irá destruir toda a cidade de Praga, com suas tradições e sua cultura milenar, e a ele mesmo. "Hrabal é um romancista sofisticado, de um humor turbulento e um detalhismo sutil e delicado." - Julian Barnes
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| Autor | Bohumil Hrabal |
| Editora | Companhia das Letras |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura com Sobrecapa |
| Páginas | 112 |
| Ano de edição | 2010 |
| Número de edição | 1 |

