As políticas de ação afirmativa foram duramente criticadas ao longo da década que se inicia em 2002 com a adoção de cotas pelas universidades fluminenses, o que se estendeu até 2012 com a manifestação do Supremo Tribunal Federal. A Suprema Corte, na ocasião, considerou que tais políticas não feriam quaisquer princípios constitucionais. Nesta obra, a socióloga Priscila Medeiros aprofunda a reflexão em torno da disputa jurídica travada entre o Estado, Instituições de Ensino Superior e candidatos às vagas em universidades que se sentiram lesados pela adoção das políticas de ação afirmativa. A autora também nos brinda com sua reflexão, a partir das Ciências Sociais, sobre uma hipótese que tem a capacidade de nos inquietar, qual seja: a partir da Constituição Federal de 1988 haveria um deslocamento do tratamento das questões raciais no Brasil. Se o mito da democracia racial havia se consolidado na narrativa do Estado Nacional sob as críticas do movimento negro, o texto constitucional de 1988 abria possibilidades de se pensar criticamente as relações raciais, problematizando interpretações pautadas no mérito individual, na mestiçagem e da inexistência do racismo.
| Código: | L000001-9788546205394 |
| Código de barras: | 9788546205394 |
| Peso (kg): | 0,260 |
| Altura (cm): | 21,00 |
| Largura (cm): | 14,00 |
| Espessura (cm): | 1,00 |
| Autor | Priscila Martins Medeiros |
| Editora | Paco Editorial |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura com Sobrecapa |
| Páginas | 208 |
| Ano de edição | 2016 |
| Número de edição | 1 |

