Para quem havia lido Os prisioneiros, o lançamento do segundo livro de Rubem Fonseca era um esperado acontecimento. A coleira do cão, publicado em 1965, é em certa medida um diálogo com seu livro de estreia, formando um díptico sobre o homem preso à sua existência. A imagem do cão que, mesmo liberto, carrega um pedaço da corrente, da epígrafe que Rubem Fonseca retira do poeta romano Pérsio, é a outra face da imagem do homem como prisioneiro de si mesmo. Nas oito histórias do volume, Rubem Fonseca prossegue com a exploração de novos temas e recursos narrativos, mas também exercita, em contos longos, a capacidade de imersão completa no universo narrado. Além disso, retoma, em "A força humana", o halterofilista de "Fevereiro ou março", da coletânea anterior, construindo um personagem memorável, que ainda aparece em "Lúcia McCartney", no conto "O desempenho". A confirmação de um grande escritor, A coleira do cão é o segundo degrau da construção de uma das obras literárias mais complexas e ricas de nosso tempo, que põe cada leitor diante de sua própria imagem em meio à beleza e à violência do mundo.
| Código: | L000001-9788520935026 |
| Código de barras: | 9788520935026 |
| Peso (kg): | 0,288 |
| Altura (cm): | 20,80 |
| Largura (cm): | 13,50 |
| Espessura (cm): | 1,50 |
| Autor | Rubem Fonseca |
| Editora | Nova Fronteira |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 256 |
| Ano de edição | 2019 |
| Número de edição | 6 |

