Em "A polícia da memória", Yoko Ogawa conduz o leitor ao mundo das memórias perdidas. Uma ilha é vigiada pela “polícia secreta”, que busca e elimina vestígios de lembranças. Na trama, uma escritora tenta manter intactos resquícios de histórias, de algo que possa permanecer. Não é fácil, já que tudo ao redor desaparece — objetos, pertences, espécies e famílias inteiras — e ela não pode contar sequer com a própria memória.
O leitor é convidado, instintivamente, a acessar o seu próprio arcabouço de lembranças e percorre uma jornada de recordações que também gostaria de preservar. Algo que tem se tornado familiar na atualidade, e a todos que têm criado um novo mundo, já que o anterior, pré-pandemia, já não mais existe, e que nunca será como antes.
Acessar as memórias é acessar, também, o que criamos e o que se mistura ao real. Ler "A polícia da memória" é embarcar no mais profundo do ser. Há uma pergunta que circunda toda a narrativa: se pudesse, o que você preservaria intacto, e não perderia da memória?
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| Autor |
Yoko Ogawa |
| Editora |
Estação Liberdade |
| Idioma |
PORTUGUÊS |
| Encadernação |
Brochura com Sobrecapa |
| Páginas |
320 |
| Ano de edição |
2026 |
| Número de edição |
3 |