Diáspora não é lar é corte latejante. Quando o li, de uma só vez, senti a força das palavras que atravessam gerações, campos e continentes, palavras do passado e ainda do presente, que fizeram e fazem sentido. O novo lar, que deveria ser passagem e se tornou permanente, é e não é. Mas o dia a dia torna lar o lugar, não lugar, dessa passagem que se tornou o que nos constitui hoje, aqui e agora.
Neste livro, nina rizzi se propõe a “recuperar e ressignificar linguagens, mas também criar linguagens”, numa diáspora em que a língua falada é nova e não é. É a “linguagem do opressor, e mesmo assim preciso dela para falar”.
Na construção poética da autora, a poema se manifesta sobretudo no pretuguês, que está “no centro, não nas periferias ou à margem”. E, em meio aos versos que rememoram episódios de racismo sofridos na infância, juventude e vida adulta, nina aborda o amar-se como forma de resistência, ante uma sociedade que não tem “problemas com gente preta”, mas prefere que “não as há”. Obrigada por nos confiar essa preciosidade para publicação.
Mariana Warth
| Código: |
L000001-9786556021454 |
| Código de barras: |
9786556021454 |
| Peso (kg): |
0,170 |
| Altura (cm): |
18,00 |
| Largura (cm): |
13,00 |
| Espessura (cm): |
0,20 |
| Autor |
nina rizzi |
| Editora |
Pallas |
| Idioma |
PORTUGUÊS |
| Encadernação |
Brochura |
| Páginas |
192 |
| Ano de edição |
2025 |
| Número de edição |
1 |