Entregue à fraqueza do corpo após a retirada de um tumor maligno, o narrador desta história de fundo autobiográfico passa os dias sofrendo com as dores e humilhações da doença. Lembrando-se dos caminhos trilhados até então, como a ingenuidade e as descobertas da infância, a vila em que morou e os ares da serra, a convivência com os avós e as cartas não correspondidas pela menina que amava, ele narra suas experiências de vida, em contraste à angústia diante à morte. António, entre as dores e a confusão provocada pela anestesia e pelos medicamentos, recupera fragmentos da sua vida e das pessoas que a atravessaram. Como um rio que corre, assim como no trecho de Camões - que dá título ao romance -, o leitor vive com ele as angústias em relação à doença, a proximidade da morte e o chamado da vida. Sôbolos rios que vão é um romance único, narrado de forma vigorosa - uma prosa que foge da linearidade, possibilitando que tempos distintos se misturem naturalmente entre as vozes dos personagens. Nele, Lobo Antunes revela a memória como uma valiosa herança para se lidar com o presente e superar os seus males. Em sua narrativa, o autor português insere o leitor em momentos de desesperança que se intercalam com a nostalgia do que viveu e imaginou.
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| Autor | António Lobo Antunes |
| Editora | Alfaguara |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 192 |
| Ano de edição | 2012 |
| Número de edição | 1 |

