Casada com Tony há vinte anos, Rami descobre que o marido tem várias mulheres em outras regiões de Moçambique. Paulina Chiziane, primeira moçambicana a publicar um romance, combina humor e lirismo neste retrato da cultura moçambicana tradicional e das relações entre homem e mulher num país em que a poligamia é um costume arraigado. Negra de origem humilde, Paulina Chiziane teve de percorrer um longo caminho até se firmar como escritora. Primeira mulher moçambicana a publicar um romance, a autora faz uma literatura ligada às suas raízes culturais, abordando temas femininos num país em que a atividade é exercida quase em sua totalidade por homens - um dos principais escritores moçambicanos de hoje é Mia Couto. Niketche conta a história de Tony, um alto funcionário da polícia, e sua mulher Rami, casados há vinte anos. Certo dia, Rami descobre que o marido é polígamo: tem outras quatro mulheres e vários filhos. As esposas de Tony estão espalhadas pelo país: em Maputo, em Inhambane, na Zambézia, em Nampula, em Cabo Delgado. Numa decisão surpreendente, Rami decide ir atrás das mulheres do marido. O romance retrata a busca de Rami como uma incursão pelo desconhecido e uma tentativa de lidar com a diferença, simbolizada pelas amantes do marido. Niketche é uma das danças do norte de Moçambique, extremo oposto de onde mora Rami. Ritual de amor e erotismo, a dança é desempenhada pelas meninas durante cerimônias de iniciação. Narrado em primeira pessoa por Rami, o livro alterna bom humor e lirismo. Neta de uma contadora de histórias, Chiziane herdou da avó o talento narrativo para construir histórias simples e envolventes sobre a vida cotidiana em seu país.
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| Autor | Paulina Chiziane |
| Editora | Companhia das Letras |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura com Sobrecapa |
| Páginas | 344 |
| Ano de edição | 2004 |
| Número de edição | 1 |

