Com este corajoso e instigante livro, Fernanda Marques Granato volta seu olhar cuidadoso para a obra pouco difundida do gaúcho Qorpo Santo (José Joaquim de Campos Leão), o dramaturgo, poeta, jornalista, tipógrafo, gramático, entre outros ofícios, que produziu seus trabalhos na segunda metade do século XIX; seus controversos transtornos psíquicos não o impediram de construir uma carreira literária, mesmo apesar do estigma que lhe foi imposto, levando-o a se isolar — ou ser isolado — do mundo, o que, de forma alguma, apagou seu fecundo e incontestável veio artístico. Qorpo Santo produziu peças e poemas que, à sua época, e mesmo em tempos mais modernos, foram quase ignorados — talvez tanto quanto ele o foi.
Para articular a tensão entre o ser, o pensar e o dizer, Qorpo Santo cria todo tipo de nonsense, assim dando-nos a ver e perceber a recorrência e habilidade com que subverte códigos linguísticos de todas as formas, tratando a linguagem de maneira quase tão anárquica quanto seus movimentos mentais.
Por todas essas razões e por ter criado esse universo de nonsense, Qorpo Santo, de fato, faz jus a um olhar mais cuidadoso, mais verdadeiro por parte dos pesquisadores de literatura brasileira. Ele dá voz e vez a um mundo desordenado, convidando-nos a refletir sobre o que é, de fato, sense e o que é, de fato, nonsense, quando falamos da condição humana e da linguagem como veículo essencial de comunicação.
| Código: |
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| Autor |
Fernanda Marques Granato |
| Editora |
Artêra Editorial |
| Idioma |
PORTUGUÊS |
| Encadernação |
Brochura com Sobrecapa |
| Páginas |
303 |
| Ano de edição |
2025 |
| Número de edição |
1 |