Em seu terceiro romance, de 1983, Salman Rushdie aproveita a violenta história do Paquistão para tratar dos efeitos devastadores de uma emoção corrosiva. Em urdu, o significado de sharam, traduzido no Ocidente por “vergonha”, envolve também embaraço, decência, modéstia e conhecimento da própria origem. É isso o que se apreende da história de disputa pelo poder entre dois homens: o eminente oficial do Exército Raza Hyder e seu primo, Iskander Harappa, cada qual autoritário a sua moda. Ao redor das truculentas figuras estão Sufiya Zinobia e Omar Khayyam Shakil. Sufiya é a filha de Hyder, nascida depois da morte do esperado primogênito e desprezada desde o primeiro instante. Com a capacidade sobrenatural de absorver a vergonha e as emoções reprimidas de todos, a menina ruboriza a ponto de queimar as mãos de quem a toque. Ela se casará com o médico Omar Khayyam, dando início à união simbólica do excesso de vergonha com a falta absoluta dela. Conduzindo o enredo de volta às esferas principais do poder, ou seja, aos efeitos que esse casamento absurdo irá provocar na disputa entre Raza e Iskander, Rushdie demonstra de maneira inequívoca que um povo regulado pela vergonha acaba recriando um cenário de violência.
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| Autor | Salman Rushdie |
| Editora | Companhia das Letras |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura com Sobrecapa |
| Páginas | 376 |
| Ano de edição | 2010 |
| Número de edição | 1 |

